06/11/2004 05:36
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enviada por W.R.C
27/10/2004 03:23
Lobo solitário,que outrora fora homem, uivando sempre em noites de lua cheia, seu uivo seu grito d'alma, ao belo luar declama,no alto da colina, em frias noites uivando o seu pranto derrama, focaliza na pálida luz do luar, esculpindo, o rosto de sua amada do passado distante esquecido. Perdida jáz em tempo e espaço, agora amargas lembranças, de tempos antigos, enebriados com vinhos, caricias beijos e abraços... Condenado hoje a cada lua cheia, a meia noite, declamar seu uivo lacrimoso, com lágrimas de sangue, o seu poranto doloroso, revive em cada luar ao qual sempre canta...
enviada por W.R.C
15/10/2004 02:23
( Noites ) Denso enxame sombrio, bombardeando os loucos pensamentos distraidos, com ideologias e conceitos mundanos, sentindo o sopro frio da noite banhar a face pálida e triste. Pelos corredores e becos escuros, segue o mesmo caminho rotineiro vago e impuro, e cruzam-se rostos fantasmas, pelas estradas distorcidas, estranhas e espinhosas desta jornada. Em noites silênciosas, só se ouve um canto solitário de ave noturna, louvando a quêda noite, a qual sai para se alimentar todos os dias!... Em meio aos seres da noite, e sob a pálida luz do luar, em algum lugar se encontra mais um amante da npite, remoendo pensamentos; tristezas e alegrias se mesclam e difundem, loucuras sóbrias se confundem... Oh, noites sombrias, que sorrateiramente nos convida a vislumbra-la, a todos os amantes do trevoso mundo noturno, gerações e gerações a contempla-la, envolvido pela magia e graça do luar, enebriados pelos vapores noturnos e o vinho, louvamos à lua em noites frias e solitárias, em bosques , colinas ou estradas, companheira eterna, sempre nos presenteando com sua magnifica presença. Assim somente, envolto no silêncio e calma da noite, os vapores elevam-se, entorpecendo, esfriando e confortando a alma! ... ( Hoje, quero agradecer a todos que por aqui pssaram, espero que gostem... Obrigado Wellington R. Cavalvanti )
enviada por W.R.C
14/10/2004 01:14
Escuto rizos, vozes, gemidos, não vejo nada está tudo tão escuro. Passos, correria, para onde vão os perdidos, em direção ao negro e obscuro?... E a música ao fundo, sempre tocando, os olhos vão se acostumando com a pouca luz, o alcool, e os vapores noturnos, subindo embreagando. Vutos dançantes, retorcendo-se... Vinho, traganos mais vinho!... Outros cantando e bebendo, então, estamos no mesmo caminho, vagamos juntos ou sozinhos? O dialogo de antes, já não faz mais sentido, agora estamos todos perdidos! Enebriados nessa falsa alegria, os pensamentos loucos distraidos, nessa noturna insana orgia. Que traz lembraças anticas, dos tempos que se perderam com o vemto, de tritezas e de cantigas, que agora, estão no eu do pensamento, como cicatrizes de feridas que foram levadas, pelo implacavel tempo!...
enviada por W.R.C
30/09/2004 02:47
 Como em um vale sombrio estou neste momento, a pensar em coisas antigas, que traz lembraças agradaveis, lembraças do passado, que se foi com o tempo, como o passaro a voar com os ventos! Uma névoa encobre os meus olhos, ofuscando visão e pensamentos, o manto da tristeza cobre-me como uma mortalha, e me faz chorar lagrimas de sangue, de tempos perdidos que não voltam mais... Estamos sempre rodeados de pessoas, mas sempre nos sentimos sozinhos, o que é esse imenso vazio solitário dentro de nosso ser? Os caminhos se tornam estreitos e espinhosos, as paredes desse labirinto nos comprime, e nunca vemos a saida, o que há após a morte? A saida deste labirinto de vidro, onde vemos passar pelas paredes transparentes, rostos fantasmas, que as vezes se encontram em nossos estreitos corredores, ou apenas o nada?... Tentando correr atras do tempo que nunca vou alcansar. O s dias parecem mais curtos, porque os sonhos são mais agradaveis do que a propria realidade? Porque tentamos conhecer as pessoas, e quase não conhecemos a nós mesmo? O que é o conhecimento? Se conhecimento fosse sabedoria, e sabedoria, a chave para o descanso interno, ensine-me...
enviada por W.R.C
21/09/2004 03:09
( Sociedade Parasita): Vermes aglomerados em bandos reunidos,ficam a observar os que estão ao seu redor, vendo brechas em suas feridas, buscam entrar e dilacerar aos poucos. Carniçeiros imundos, parasitas despresiveis, se alimentando da dor alheia, aumentando a chaga da alma. Análises preciptadas, deduções aceleradas, de algo que dizem conhecer. Um enorme precipício, um deserto ressequido dentro de seu ser, mal conhecem a si proprios, mas ensistem em aumentar a ferida alheia... Rotulando, criam vidas inexistentes, maudizendo e fantasiando coisas que jugam ter visto, e que iludiram os olhares sedentos. Amontoados, pisoteando e subindo as costas dos destraidos, em busca dos melhores frutos da arvore social; frios e indiferentes, não vêem, que também espoem suas chagas; aos parasitas famintos, que estão ao seu redor. Miseráveis de espírito, incapazes de perceber certos feitos, fatos ou pensamentos, que poderia ser de certa forma útil para todos! Mas, não! O egoismo entre outros aspectos doentios, os tornam cegos e surdos, importam-se somente com seus desejos, prazeres,e vontades, por mais futeis que sejam... Talvés, só quando a morte, com seu beijo fatal, estiver proxima, vão perceber o quanto consumiram e foram consumidos também, sem ter proveito de toda essa carnificina social!...
enviada por W.R.C
20/09/2004 23:34
 No mais verde de nossos vales, habitados por anjos bons, antigamente um belo e imponente palácio, nos dominios do rei pensamento, lá se achava ele! Jamais um serafim espalmou a asa sobre um edificio só metade tão belo. Estandartes amarelos, gloriosos, dourados, sobre o seu telhado ondulavam, flutuavam. E em cada brisa suave que soprava, naqueles doces dias, ao longo dos muros pálidos empenachados, se elevava um aroma alado. Caminhantes que passavam por este vale feliz viam, atravéz de duas janelas iluminadas, espíritos que se moviam musucalmente ao som de um alaude bem afinado, em torno de um trono onde, sentado com majestade digina de sua glória, aparecia o senhor do reino.E toda refulgente de perolas e rubis era a linda porta do palácio, através da qual passava, passava e passava, a refulgir sem cessar, uma turba de ecos cuja a grata missão era apenas cantar, com vozes de inexedível beleza, o talento e o saber de seu rei. Mas seres maus, trajados de luto, assaltaram o auto trono do monarca; e, em torno de sua mansão, a glória, que, rubra,florecia, não passa, agora, de uma história quase esquecida dos velhos tempos já sepultados. E agora os caminhantes, nesse vale, através das janelas de luz avermelhada, vêem grandes vultos que se movem fantasticamente ao som de desafinada melodia; enquanto isso, qual rio rápido e medonho, através da porta decorada, odiosa turba se precipita sem cessar, rindo _ mas sem sorrir nunca mais.
enviada por W.R.C
10/09/2004 02:29
O homem. Provavelmente a espécie mais misteriosa do planeta! Quem somos? De onde viemos? Pra onde vamos? De onde surgiu o que dizemos que sabemos? Como acreditamos nas coisas? Até quando buscaremos nos saciar com algo que nem mesmos temos certeza? I numeras perguntas em busca de respostas. Respostas que levarão a mais perguntas. Sempre a procura de respostas, onde sempre haverá outras perguntas! Sempre foi assim, e sempre será... Até quando estaremos nesta constante procura, de algo que ao certo não sabemos o que é? E como uma sede insaciavel, tende a nos consumir aos poucos!
enviada por W.R.C
08/09/2004 23:45
Vago enxame me tênues fantasmas de formas diversas, de vário palor, em cabras e em serpes montados, e em corvos em dassas macabras, com surdo esterdor, lançam gritos e alaridos, silvos, relinchos perdidos... E em desacordo estrépito o fantástico esquadrão move horrenda algaravia com espantosa harmonia, e horísina confusão. Do touro ardente ao mugido responde, em rouco garsnar, feia coruja agoureira. E ao pressago gargalhar de uma velha feiticeira, mia o gato negro e pula... O lobo eriçado ulula, ladra furioso o mastim! E ruidos, vozes, acentos mil se mesclam e confundem... E pavor e medo infundem os fundos berros dos ventos: "A morte", gritando ao mundo na fúria dos elementos!!...
enviada por W.R.C
25/08/2004 01:54
Salve, ó lua cândida, que traz dos altos montes, ergendo s fronte pálida, dos negros horizontes a sombras melancolicas vens hora me afugentar. Salve ó astro fúlgido que brilha docemente, melhor que lume trêmulo d'estrelainquieta, ardente, melhor que o brilho esplêndido do sol ferindo o mar! Salve, ó reflexo tênue da eterna luz pleclara nas nossas noites hóridas; qual o sol que em linfa clara desponta os raios vividos em traja multicor; és como a virgem púdica, que amor no peito encerra: mas só, mas solitária, vagando aqui na terra, triplica o selo místico, de não sabido amor! E u te amo, ó lua cândida, no giro sonolento e teu cortejo mádido de estrelas e do vento o sôpro melancólico, que a noite dá frescor. por teus inflexos mágicos minha alma aos sons do canto revive; e os olhos úmidos gotejam triste pranto que orvalha a chaga tépido que mingua a antiga dor! Em gélido sudario de neve alvi-nitente, por terras vi longinquas durante a noite algente a tua luz benefica luzir meiga no céu. Nos mares solitários também a vi! _ Nas vagas brincavam o lume argênteo, cantava nauta as magas canções, no voluntário. Cansado exilio seu! Também a vi na limpida corrente vagarosa; também nas densas árvores de selva magestosa, coando os raios lúbricos no lôbrego palmar. E eu só e melancólico sentado ao pé da veia que ao deslisar-se timidabeijava a branca areia; ou já na sombra tétrica da mata secular; em devaneio plácido velava, enquanto via, ao longe, _ os altos píncaros da negra serrania, _ disformes atalaias, que sempre ali serão! No rodi silêncio minha alma se exaltava; e das visões fantasticas, que a lua desenhava seguia os braços áureos, tremendo em negro chão! Pensava ledo, impróvido, até que derepente da minha vida mísera se me entolhava à mente a quadra breve a rápida do malfadado amor. Então fugia atônito. O bosque, a selva, a fonte e as sombras, e o silêncio; bem como o servo insonte, que ás setas foge pavido do fero caçador! Salve, ó astro fúlgido que brilhas docemente, d'estrelas inquieta, ardente, melhoe que o brilho esplendido do sol ferindo o mar. Eu te amo, ó lua pálida vagando em noite bela, rompendo as nuvens túrbidas da respida porcela; eu te amo até nas lágrimas que fazes derramar.
enviada por W.R.C
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